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sexta-feira, 9 de abril de 2010
Curso de Policiamento Montado na PMERJ - RCECS
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terça-feira, 25 de agosto de 2009
Posição do cavaleiro
Corrige-se esse problema inicial com exercícios de volteio, conduzidos descontraidamente no início das primeiras aulas e pelas conversas mantidas entre os próprios alunos durante os passeios no exterior.
As contrações surgem no começo do trabalho e desaparecem pela prática dos flexionamentos. Devem ser trabalhados: o assento, região renal, espáduas, braços, cabeça, coxas e pernas.
A colocação na sela permite ao cavaleiro firmar seu assento e adquirir a liberdade de movimentos sem a qual será impossível empregar bem as ajudas.
O assento – primeiro meio de firmeza – é a qualidade que permite ao cavaleiro permanecer senhor do seu equilíbrio em todas as circunstâncias, sejam quais forem as reações do cavalo, é a principal qualidade a buscar, pois, constitui a base da solidez em seguimento à obtenção da confiança, é a garantia de boas mãos nas rédeas, sem a qual não há conduta do cavalo nem adestramento possíveis.
Os estribos – segundo meio de firmeza – são necessários para dar uma rápida confiança aos cavaleiros principiantes, recurso insuficiente, porém útil, permitem mantê-los mais tempo montados e progredirem nas instruções sem causarem danos à boca do cavalo.
O trote sem estribos será empregado no picadeiro ou em pequenos percursos no exterior como ginástica, prova de descontração, obtenção da descida das coxas e ajustagem do assento. Todo trabalho no picadeiro, incluindo saltos, deve ser realizado sem estribos.
As rédeas servem tão somente para indicar ao cavalo o caminho a ser seguido, jamais para que o cavaleiro/amazona nelas se apoie em busca do equilíbrio. O governo do cavalo exige fundamental independência das ajudas. (Observações: ajudas naturais: mãos, pernas e peso do corpo do cavaleiro; ajudas artificiais: chicote, esporas, estalos da língua, etc.).
A independência das ajudas será obtida através das flexões do busto, cada vez mais pronunciadas, para frente, retaguarda, direita, esquerda, flexionamentos das articulações das espáduas e pernas. Durante a execução de qualquer destes movimentos a mão ou as mãos que seguram as rédeas permanecem sem rigidez no seu lugar em contato com a boca do cavalo.
A fixidez a cavalo é a ausência de qualquer movimento involuntário. É um oposto do oscilante e garante a possibilidade da intervenção das ajudas com precisão e oportunidade para gerar a calma e/ou impulsão do cavalo.
A boa posição do cavaleiro depende sobretudo da direção do olhar, colocação dos punhos, nádegas e joelhos. O fato de manter os olhos atentos e de abarcar franca e naturalmente o horizonte com o olhar obriga o cavaleiro a conservar a cabeça erguida, o busto ereto e as nádegas no fundo da sela; assim, desde o começo, os cavaleiros devem se habituar a observar tudo o que passa em torno, sem perder a atenção do que está fazendo. Os punhos são voltados para dentro, as unhas se defrontam, os polegares para cima, os cotovelos se aproximam naturalmente do corpo, em conseqüência as espáduas se endireitam, o peito se salienta e a cabeça fica desembaraçada. O assento depende da posição das nádegas que devem deslocar tanto quanto possível para frente, sem ocasionar o encurvamento da coluna. Os joelhos estão em suficiente aderência à sela, as coxas se acomodam naturalmente no coxim e o pé cai normalmente.
Em resumo, um bom assento, aderente, firme e capaz de assegurar a independência de movimentos, assim como uma completa liberdade de espírito, nos trará:
- aprumo do tronco;
- flexibilidade da região renal;
- aderência das coxas;
- fixidez das pernas;
- desembaraço da cabeça, dos ombros e dos braços.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Deveres do cavalariano antes do serviço
1) O cavalariano deverá comparecer para o serviço com antecedência mínima de uma hora, para providenciar a higidez adequada de sua montada e preparação para o serviço:
a) Verificar se o animal se alimentou;
b) Verificar hidratação do animal;
c) Verificar limpeza da baia.
a) Amarra-se o eqüino com pouca folga;
b) Limpa-se os cascos com ferro de ranilha, dos talões para as pinças, particularmente as lacunas das ranilhas, e completando com a limpeza da sola (utiliza-se água se necessário);
c) Com a rasqueadeira retira-se a sujeira e pêlos em excesso, escovando-se contra o sentido do pêlo (emprega-se a de ferro nas regiões musculares e a de borracha nas regiões mais sensíveis, tais como anca, dorso/coluna vertebral, cabeça, membros, etc);
d) A escova será utilizada concomitantemente com as rasqueadeiras ajudando a desembaraçar o pêlo e retirar a sujeira;
e) Passa-se uma esponja molhada nos olhos, narinas, ouvidos, nuca, ânus, períneo e base da cauda;
f) Usa-se o pente de cola, para a crina e cauda;
g) Flanela ou toalha sobre todo o corpo, para lustrar o pêlo.
a) A crina deve ser ripada a cada trinta dias, juntamente com a cauda, que deve estar a altura do jarrete;
b) O animal deverá tomar um banho uma vez por semana, ou quando se fizer necessário;
c) O cavalariano deverá consultar a Formação Veterinária acerca das vacinas e aplicação de vermífugos e carrapaticida na sua montada, a cada 3 meses;
d) O casqueamento e o ferrageamento deverão ser realizados num período de
a) O cavalariano deverá verificar as condições de uso e apresentação do encilhamento, informando alterações no material ao Sargento de Dia ou Sargenteante do Pelotão;
b) Colocar o animal em local apropriado para realizar o encilhamento (não amarrá-lo em locais inadequados, próximo a veículos, buracos, tubulações e outros);
c)Observar a calha de ventilação e proteção da cernelha para animais com sensibilidade neste local (visando evitar pisaduras);
d) Ajustar cilha, sem apertar demais, e recolher estribos antes do embarque no caminhão;
e) Concluída esta etapa, no horário estabelecido para a entrada em forma, o cavalariano comparecerá, devidamente uniformizado, apeado, com seu cavalo limpo e corretamente encilhado, e com todo o material necessário à execução do serviço;
f) Após a revista, realizada pelo Oficial responsável pelo serviço, o cavalariano aguardará a ordem para o deslocamento ao posto (ao passo ou transportado);
g) Antes de sair às ruas, ou embarcar suas montadas nas viaturas de transporte, os patrulheiros deverão, mediante ordem, efetuar um pequeno deslocamento no interior do aquartelamento, a fim de acalmarem as suas montadas.
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Cap PMBA Fabiano Teixeira Viana
Especializado em Policiamento Montado
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Policiamento Ostensivo Montado_sinônimo de eficiência
A atuação da tropa montada, atualmente, ao contrário do que poderia sugerir toda a evolução tecnológica e científica, tem sido bastante requisitada em todos os eventos em que a Polícia Militar da Bahia necessita se fazer presente.
O PO montado tem a sua atuação ordinária em pontos de grande movimentação turística da cidade, atuando também extraordinariamente e em situações especiais, como nas Festas Populares, Carnaval e todos os grandes eventos da Região Metropolitana do Salvador.
A utilização do processo montado em conjunto com os demais (a pé, motorizado e atualmente o aéreo) revela-se de extrema eficiência operacional.
O Policiamento Ostensivo montado tem como fração ideal o quarteto – patrulha composta por quatro conjuntos com funções específicas: (1) Comandante e Segurança de Busca, (2) Revistador, (3) Segurança de Custódia e (4) Guarda-cavalos e Segurança externa.
A patrulha montada composta por 3 (três) conjuntos poderá ser utilizada, contudo, haverá diminuição na capacidade operacional do efetivo, uma vez que o patrulheiro (3) acumulará as funções de Segurança de Custódia e Guarda-cavalos, tornando-se complicado realizar a Segurança externa.
Atuando em dupla o PO montado torna-se praticamente inviável operacionalmente. A intervenção será mínima, mostrando-se um policiamento com baixos índices de atuação efetiva. A redução da quantidade de abordagens será significativa, uma vez que nem sempre será possível a atuação em conjunto das duplas dispostas no terreno, mesmo utilizando-se de comunicação via rádio ou telefone móvel.
Para atuar em locais acima de 6 Km de distância da sede da Unidade nosso efetivo utiliza um caminhão de transporte de animais, uma viatura de transporte operacional e uma viatura de apoio operacional. Até 6 Km as patrulhas deslocam-se ao passo até o local determinado pela Seção de Planejamento Operacional executando em média
A Cavalaria possui uma tropa com características bem específicas demonstrando elevado grau de mobilidade, multiplicidade de formas de emprego, grande flexibilidade, rapidez de ação, atuação em terrenos inacessíveis a outras tropas e grande impacto psicológico do emprego do animal nas mais variadas situações, entre outras.
Uma patrulha montada percorre um grande espaço territorial em 6h de serviço, em comparação com o efetivo à pé. A tropa montada poderá ser empregada sob a forma de quarteto até todo o efetivo do Esquadrão, se necessário. A cavalo é possível ter acesso a terrenos onde outras tropas não poderiam progredir. A simples presença do solípede é fator inibidor do cometimento de delitos face o impacto psicológico que este animal causa na população, decorrente da sua natureza e imponência.
Em vista disso todas as áreas onde existe a atuação da tropa montada o índice de ocorrências policiais militares chega a índices nulos ou quase nulos, demonstrando a eficácia e eficiência do policiamento ostensivo montado.
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Capitão PMBA Fabiano Teixeira Viana
Instrutor de Equitação, Pós-graduado em Equitação e Especializado em Policiamento Montado
